25 Jun 2021

Dos 190 anos de existência da Generali, o meus 47 anos e alguns meses

Rogério Saavedra from Generali SegurosS.A.

O ano de 1973 tornou-se importante para mim, pois, foi o ano em que iniciei a minha atividade laboral dedicada à Generali. Nesse ano reprovei no que se chamava 3º ano do Liceu e como a família era grande 5 irmãos (o 6º nasceu em 1974), Avós e Pais, foi decidido que depois das férias grandes (férias de verão), iria procurar emprego e estudar à noite, já tinha 14 anos.

Em setembro desse ano fomos procurar no jornal e respondi a dois anúncios, um para paquete de uma companhia de seguros e outro para ajudante de armazém de produtos elétricos.

Alguns dias depois recebi uma carta da Generali e outra do armazém de produtos elétricos ambas as empresas a convocarem-me para uma entrevista, com a coincidência de serem no mesmo dia.

Não me recordo de qual o dia, mas sei, que primeiro fui à Generali, na Rua Rodrigues Sampaio nº 6, junto ao cinema Tivoli, acompanhado pela minha Mãe e fui entrevistado pelo Chefe da contabilidade da altura (Sr. Nunes), pessoa um pouco sisuda. Na mesma sala estava a D. Isabel Pacheco, pessoa muito simpática e faladora que acabou por ajudar na entrevista.

Quando saímos da Generali, fomos à Praça dos Restauradores à outra entrevista, que tal como a Generali, ficaram de escrever, caso fosse o escolhido.

Fui selecionado pela Generali e comecei a trabalhar no dia 12 de outubro de 1973 uma sexta-feira cinzenta, em que a minha primeira aprendizagem, enquanto esperava que chegasse o Administrador da companhia (Sr. Oswald Levy), foi como fazer chá e café solúvel, pois, seria uma das minhas funções às 11h e às 16h todos os dias. Outra das funções diárias era passar nos apartados que ficavam na Praça do Comércio, para recolher o correio da companhia, duas vezes por dia uma às 9h da manhã e outra às 14h. Nesta altura o horário de trabalho dos seguros era diferente iniciava às 9:30h e terminava às 18:30h com intervalo para almoço entre as 12:30h e as 14:30h.

Da parte da tarde desse dia fui às compras com a D. Silvia Sousa, pois, tinha ficado decidido que usaria uma farda, calças cinzentas, camisa branca, gravata preta, casaco azul escuro e sapato preto e assim acabou o meu primeiro dia de trabalho.

Na semana seguinte e como estava tempo chuvoso, o Sr. Oswald Levy administrador na altura (Grego de nascimento, vindo da Generali Moçambique (Maputo) e que falava sete línguas), decidiu ir comigo comprar uma gabardine e uma boina. Descemos a Av. Da Liberdade e fomos a uma das melhores lojas do Rossio a “Camisaria Moderna”, onde comprámos uma gabardina, cujo número era duas vezes maior que o meu e uma boina azul igual à dos tropas, que me serviu mais tarde para usar nos escuteiros.

A partir dessa semana, passei a fazer parte do Grupo Generali, onde estou até hoje, depois de ter passado por todos os departamentos técnicos (prática na altura) e responsável pelo centro de emissão da companhia, constituído por 5 dactilografas um operador de máquina de álcool e um expedidor.

Em 1979 após fazer testes psicotécnicos, fui selecionado para fazer parte da equipa de IT (3 programadores e 2 operadoras), tivemos 3 meses de formação a tempo inteiro em COBOL nas instalações da NCR (os testes de programação eram feitos em papel).

A companhia iniciou o primeiro sistema informático em janeiro de 1980 com um NCR serie 8200 que depois evolui-o para um serie 9300. Em 1990 com a criação da Generali Vida, mudámos para um IBM AS400 com a aplicação da KS e aí nos mantivemos com algumas alterações (AS400 para MySQL, escudo para o Euro, MySQL para Oracle) e com uma tentativa de passagem ao sistema da Generali Espanha (2015/2017).

Por último a aquisição da SU, mais um passo em frente na vida do Grupo Generali em Portugal, que vai trazer grandes mudanças, umas boas outras menos boas, mas, é assim que a vida funciona e cá continuo eu à volta com os bits e os bytes à espera que o que comecei em 1973 e que durou estes anos todos em companhia da Generali, possa mostrar o espirito deste Grupo.

Parceiros para a vida.